Verdes são os campos: leitura em conjunto. Audição da canção.
Luis de Camões foi um poeta genial! Vejam as coisas que a sua poesia nos inspirou a fazer!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Já memorizámos "Verdes são os campos"?... Muito bem!!!
Está na altura da nossa segunda visita ao prado... Se não chover. Já se notam diferenças em relação à nossa primeira saída. À medida que as plantas crescem, as diferenças entre as diferentesespécies tornam-se mais evidentes. Começam a aparecer novas e flores que pareciam estaradormecidas. A propósito de tantas mudanças, eis mais um poema de Camões para memorizarmos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora* este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor** espanto:
Que não se muda já como soía*** .
Luís de Camões
*Afora = "para além de..."; mor = "maior"; soía = "costumava"quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Guião de pesquisa para 10 de Fevereiro
Para fazeres este trabalho deves reunir-te com o teu grupo. Se procurares informações na Internet, utiliza a lista de sites para pesquisa que se encontra na sefgunda página.
Cada um dos grupos tem de escolher e fazer um pequeno estudo sobre um animal e uma planta do Algarve. Pode ser dos que observaste no prado, um dos que aparecem no conto da Moura Encantada ou dos que encontrarás na Internet ou nos livros:
Animais | Plantas | |
Nome: | Nome: | |
Como se alimenta? | Tem flores? De que cor? | |
Como é o seu revestimento? (Pelo, penas, escamas, ...? | Em que tipo de solos vive? | |
Quantas patas tem? | Precisa de muita água? | |
Como é a sua boca? | É utilizada pelas pessoas? | |
Qual é o seu tamanho? | Qual é o seu tamanho? | |
Queres acrescentar alguma coisa? | Queres acrescentar alguma coisa? |
Coloca a seguir a esta frase as imagens que encontraste
Percursos pelo Concelho de Portimão, com referências à geologia, à fauna e à flora
inclui 1500 fotos da fauna e flora do algarve
Documento Flickr de um amador com fotos de plantas
Obra de referência muito completa, para consulta de professores ou de estudantes avançados
Página com dados interessantes, que seria acessível às crianças se não fosse em inglês...
Site de Tavira, com fotos identificadas de árvores e arbustos
Aves do Algarve – não inclui aves de rapina
Fauna do Algarve – Ria Formosa
Mochos e corujas
Eis algumas sugestões de que podes procurar utilizando os endereços acima ou procurando com um motor de busca:
Gineta
Texugo
Arganaz
Musaranho
Toupeira
Águia de Bonelli
Bufo
Bufo
Coruja das torres
Ouriço-cacheiro
Abelhas
Vespas
Cobra rateira
Cobra d'água
Cobra d'água
Lagartixa
Sardão
Sardão
Osga
Morcegos
Escaravelhos
Louva-a-deus
Louva-a-deus
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Poemas de Rosa Lobato de Faria e Mia Couto
Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantigas dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.
a cantigas dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.
Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
à saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.
a laranjeira em flor, a cor do feno,
à saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.
Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.
Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.
Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber a coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber a coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.
Rosa Lobato de Faria
Árvore
cego
de ser raiz
imóvel
de me ascender caule
múltiplo
de ser folha
aprendo
a ser árvore
enquanto
iludo a morte
na folha tombada do tempo
Mia Couto
Identidade
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
O nexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato
morro
no mundo porque luto
nasço
Mia Couto
Viagem
O beijo da quilha
na boca da água
me vai trocando entre céu e mar,
o azul de outro azul
enquanto
na funda transparência
sinto a vertigem
da minha própria origem
e nem sequer já sei
que olhos são os meus
e em que água
se naufraga minha alma
Se chorasse, agora,
o mar inteiro me entraria pelos olhos
Mia Couto
Subscrever:
Mensagens (Atom)