sexta-feira, 25 de março de 2011

Dia Internacional da Lontra Bernardina

A Lontra Bernardina recebeu-nos na EB23 Jacinto Correia. O Sol brilhava, havia montes de crianças alegres por todo o lado, acompanhados pelos seus professores, os alunos mais velhos explicavam  aos mais novos muitas coisas interessantíssimas sobre o meio em que vivemos e a natureza...



Quem quer espreitar as minhocas  a deslizar pela lama? Porque razão as minhocas são tão importantes?
 A responsável pelo PREAA, Helena Tapadinhas, com a Professora Maria João, que coordenou e orgazinou as actividades do PREAA realizadas pelas escolas básicas do Agrupamento. Elas ajudaram a movimentar os 600 alunos e as 34 turmas que participaram no projecto.
 Aqui estamos nós, os aliunos de Vale dél Rei, com a Professora Susana e a D. Telma

terça-feira, 15 de março de 2011

Dedicatória - dia do pai

Este trabalho é o resultado de uma colagem feita a partir de frases produzidas pelos alunos. Foi feita uma recolha de ideias e frases com as quais se procurou produzir um poemazinho que as sintetizasse. As crianças foram exortadas a dizer o que realmente pensavam e a respeitar as contribuições de cada um. A professora dinamizou bem esta etapa do trabalho. No final desta mensagem transcrevemos as contribuições dos alunos.
[Dedicatória]


Pai brincador

Guardião dos caminhos
Pai sonhador
Herói dos carinhos
Pai engraçado
Pai resmungão
Pai estica-o-dedo
Pai dá-a-mão...

...Por cinco minutos,

Por todo um mês
Cada vez que regressas
Meu coração diz
"Gosto de ti!"
As frases dos alunos:

És o pai melhor do mundo - J

Sem o meu pai não podia comprar certas coisas e os cromos de cadernetas da G. D. L - R

Queria que o meu pai fosse rico - G

Adoro o pai - T

O pai ajuda-me a fazer os T. P. C e a fazer desportos  - R

Gosto muito do meu pai - A

O meu pai é o melhor do mundo. Quando a minha mãe não pode levar-me à escola o meu pai leva-me e também me ajuda a dormir. - D

Sem o meu pai não brincava tanto - J

Pai eu adoro-te! - T

Queria que o meu pai trabalhasse numa garagem - G

Para mim o meu pai é a pessoa melhor do mundo - D

Sem o meu pai não ria muito porque ele faz-me rir - A

Sem o meu pai não podia aprender - J

Sem o meu pai não podia assinar os papeis - F

Sem o meu pai não podia brincar - G

Sejam o meu pai não poderia fazer desporto - R

Sem o meu pai não me divertia tanto - C

O meu pai brinca comigo quando estou triste para me animar - R

Eu adoro o meu pai. Mesmo se ele fizesse alguma coisa de mal eu continuava a gostar dele - C

Sem o meu pai não posso ver TV com ele - G

O meu pai é muito importante - A

O meu pai às vezes chateia-se comigo, mas continuo a gostar dele - F

O meu pai é importante para mim porque nos amamos – C

Tenho saudades dele quando não está – N

Eu adoro o meu pai porque ele anima-me – A

Quando ele vai embora tenho saudades dele – C

Sem o meu pai não podia brincar – G

Gosto muito dele – N

Fico assustado quando o meu pai se atrasa, porque tenho medo que lhe aconteça alguma coisa – D

O meu pai é o melhor do mundo – F

Quando  meu pai está ocupado não posso distraí-lo – G

Meu queridinho
Meu lindinho
És mais lindinho
Que um patinho – R

Meu paizinho
És tão queridinho
Como um coelhinho - R

domingo, 13 de março de 2011

Revista Fénix, n.º 2

http://www.porto.ucp.pt/twt/ProjectoFenix/MyFiles/MeusDocumentos/JornalDigitalFenix002.pdf

quarta-feira, 9 de março de 2011

Endechas a Bárbara escrava

 
Aquela cativa [=escrava]
Que me tem cativo [=preso, escravizado],
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera [=para] meus olhos
Fosse mais fermosa [=formosa].

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vãoPerde opinião
Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda [=alegre] mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta [=temporal] amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa [=escrava]
Que me tem cativo;
E, pois nela vivo,
É força que viva.

Luís de Camões



Luís de Camões viajou por todo o Oriente. Esteve na Índia, em Ormuz (Arábia), e em cidades que agora pertencem à Malásia, ao Vietename, à China e a Moçambique. Diz-se que teve por lá algumas namoradas. Uma delas foi Bárbara.

A Bárbara deste poema de Luís de Camões era uma escrava. Camões chamou-lhe Bárbara porque era uma mulher de um outro povo, de outra religião, que falava outra língua. Era uma mulher de pele escura e cabelos pretos. Seria do Sul da Índia? Seria africana? Não sabemos ao certo. Mas, pela descrição, ficamos com vontade de a conhecer.

A partir deste poema podemos colocar algumas questões:

  1. O que é ser escrava(o)?
  2. O que faz com que algumas pessoas sejam escravas de outras?
  3. Devemos aceitar a escravatura? Por quê?
  4. Os homens podem mandar nas mulheres? As mulheres podem mandar nos homens?
  5. Ainda existem escravos (pessoas compradas ou capturadas, que são obrigadas a trabalhar contra a sua vontade, que não ganham dinheiro ou que não são capazes de pagar dívidas que têm para com os seus patrões)

O poema é longo e complicado (sobretudo para os alunos mais novos); mas tem diferentes pontos de interesse que explorámos no na aula de 10 de Março:
  1. Permitiu-nos falar sobre a passagem de Luís de Camões pelo Oriente e do contacto dos portugueses com outros povos... bárbaros
  2. Permitiu-nos explicar o que é a escravatura e colocar alguns problemas morais: Ainda há escravatura? O que faz com que algumas pessoas sejam escravas de outras? Existe alguma razão que justifique a escravatura? 
  3. O poema foi musicado e é relativamente fácil memorizá-lo a partir da canção.
  4. Permitiu-nos pensar sobre a língua: palavras com duplo significado; a evolução das palavras.
Mais uma vez, a poesia não foi abordada apenas pelo seu valor intrínseco, mas também pelo pretexto que nos dá para partirmos para a realidade.

Quanta maldade!

Pus meus olhos numa funda,
E fiz um tiro com ela
Às grades de uma janela.

Uma dama, de malvada,
Tomou seus olhos na mão
E tirou-me uma pedrada
Com eles no coração.

Armei minha funda então,
E pus os meus olhos nela;
Trape! Quebrei-lhe a janela.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Registo gráfico da primeira saída ao campo

Todos passaram pelos mesmos sítios, mas cada um reparou em coisas diferentes.
Os pormenores dos desenhos têm uma graça especial: um caderno de campo na mão de um menino, os picos de um cacto, árvores floridas, uma planta que parecia uma cebola, um desenho onde não há duas flores iguais, os taludes argilosos, um espargo...